Meus caros, vamos sempre a tempo de nos sentar-mos numa mesa e pegar-mos num lápis e deixar fluir tudo o que nos vai cá dentro. Vamos sempre a tempo de pegar descuidadamente na cola e na tesoura e deitar as mãos á obra. Infantilmente, com a língua de fora, como quem trabalha arduamente, ou com um olhar entusiasta sobre tudo. Vamos sempre a tempo. Sempre, sempre a tempo de nos deixarmos cair sobre a nossa mais intima estupidez e regressar ao tempo em que o céu azul e as coisas grandes nos fascinam. Fundação de Serralves