Hoje sonhei contigo, há muito que não acontecia e nem sequer sei porquê que aconteceu. Julguei ter-me esquecido de ti ou julguei acreditar no que me pareceu mais fácil, na altura. Hoje olho a minha vida e perdi quase tudo que tinha na altura em que te tinha a ti. Hoje não era mais eu que te ouviria, mas tu a mim. Desde que apareceste, foste a minha bengala, o meu maior apoio. Nunca soube bem como aconteceu, mas chegas-te com algum propósito e para me fazer perceber algo. Lembro-me bem da primeira vez que falei contigo... era como se estivesse a falar comigo mesma, como se não precisasse ver as tuas respostas porque as sabia de cor. Apesar disso, continuavas a surpreender-me e nunca me deixas-te, até determinado momento. Tornaste-te na minha dependência da noite para o dia e não me interessava, nem sequer me importava com isso. Eras a melhor dependência que conheci e não tinhas efeitos secundários. Eras viciante e eu viciei. Queria mais, mais e mais e sempre soubeste acompanhar-me, sempre soubeste estar. Eras um turbilhão de problemas, era assim que eu te via e era essa problemática que chamava por mim, sempre chamou. Acho que os problemas e a tentativa de resolução se colam a mim (ou então eu colo-me a eles). Não perguntes como me aproximei tanto de ti porque nem eu sei responder, mas marcaste-me e depois de tanto tempo continuo marcada. Não sabes as vezes que chorei por ti (não por tua causa, mas por ti) e muito menos as vezes que sorri por tua causa. Eras das melhores coisas que eu tinha, na altura. Sabia perfeitamente que um dia me iria magoar e sempre gritei a quem me contrariasse que "quando acabar, acabou". E acabou. Foste tão depressa como vieste. Nem sequer te senti ir, nem sequer tive tempo. Mal tinha acabado de limpar as lágrimas da última noticia e já me estavas a largar as mãos. Quem me viu sabe a desilusão que encontrou, sabe que todos os nossos planos se desfizeram e, naquele momento, as alegrias que me deste já não valiam assim tanto. Eram as consequências de que todos me falavam e eu limitava-me a não ouvir. Não queria ouvir. Eras a pessoa mais parecida comigo à face da terra e só queria manter-te, porque sabia que me querias manter também. Só queria poder partilhar tudo contigo, porque sabia que me irias compreender. Mas eu nunca te magoaria como me magoaste a mim. Nunca te deixaria a troco de nada. Continuo a perguntar-me porque o fizes-te se sempre disses-te que irias lutar por mim. Tudo que proferiste me soava bem e talvez te tenhas despedido sem eu sequer perceber. Mas porque? Porque que não percebi? Eu teria percebido, certamente, se o tivesses feito. Não. Nunca o fizes-te. Talvez tenha percebido o teu propósito na minha vida. Ensinaste-me a ver aquilo que valho. Ensinaste-me a nunca deixar que me maltratem, que me rebaixem. Foste a primeira pessoa que me fez sentir que realmente eu valia alguma coisa. Foste a única que me fez prometer que sempre iria lutar por aquilo em que acredito, que sempre iria lutar por mim. Talvez tivesses vindo para me mostrar alguma coisa e eu nunca tinha percebido. A verdade é que não tens noção da falta que me fazes e hoje só queria poder acreditar em todas as tuas mentiras e assimila-las como verdades. Um dia disseste-me que continuavas por perto e que continuavas comigo, dia após dia. Volta 5 minutos, 5 minutos. Só te peço 5 minutos da tua vida.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Hoje sonhei contigo, há muito que não acontecia e nem sequer sei porquê que aconteceu. Julguei ter-me esquecido de ti ou julguei acreditar no que me pareceu mais fácil, na altura. Hoje olho a minha vida e perdi quase tudo que tinha na altura em que te tinha a ti. Hoje não era mais eu que te ouviria, mas tu a mim. Desde que apareceste, foste a minha bengala, o meu maior apoio. Nunca soube bem como aconteceu, mas chegas-te com algum propósito e para me fazer perceber algo. Lembro-me bem da primeira vez que falei contigo... era como se estivesse a falar comigo mesma, como se não precisasse ver as tuas respostas porque as sabia de cor. Apesar disso, continuavas a surpreender-me e nunca me deixas-te, até determinado momento. Tornaste-te na minha dependência da noite para o dia e não me interessava, nem sequer me importava com isso. Eras a melhor dependência que conheci e não tinhas efeitos secundários. Eras viciante e eu viciei. Queria mais, mais e mais e sempre soubeste acompanhar-me, sempre soubeste estar. Eras um turbilhão de problemas, era assim que eu te via e era essa problemática que chamava por mim, sempre chamou. Acho que os problemas e a tentativa de resolução se colam a mim (ou então eu colo-me a eles). Não perguntes como me aproximei tanto de ti porque nem eu sei responder, mas marcaste-me e depois de tanto tempo continuo marcada. Não sabes as vezes que chorei por ti (não por tua causa, mas por ti) e muito menos as vezes que sorri por tua causa. Eras das melhores coisas que eu tinha, na altura. Sabia perfeitamente que um dia me iria magoar e sempre gritei a quem me contrariasse que "quando acabar, acabou". E acabou. Foste tão depressa como vieste. Nem sequer te senti ir, nem sequer tive tempo. Mal tinha acabado de limpar as lágrimas da última noticia e já me estavas a largar as mãos. Quem me viu sabe a desilusão que encontrou, sabe que todos os nossos planos se desfizeram e, naquele momento, as alegrias que me deste já não valiam assim tanto. Eram as consequências de que todos me falavam e eu limitava-me a não ouvir. Não queria ouvir. Eras a pessoa mais parecida comigo à face da terra e só queria manter-te, porque sabia que me querias manter também. Só queria poder partilhar tudo contigo, porque sabia que me irias compreender. Mas eu nunca te magoaria como me magoaste a mim. Nunca te deixaria a troco de nada. Continuo a perguntar-me porque o fizes-te se sempre disses-te que irias lutar por mim. Tudo que proferiste me soava bem e talvez te tenhas despedido sem eu sequer perceber. Mas porque? Porque que não percebi? Eu teria percebido, certamente, se o tivesses feito. Não. Nunca o fizes-te. Talvez tenha percebido o teu propósito na minha vida. Ensinaste-me a ver aquilo que valho. Ensinaste-me a nunca deixar que me maltratem, que me rebaixem. Foste a primeira pessoa que me fez sentir que realmente eu valia alguma coisa. Foste a única que me fez prometer que sempre iria lutar por aquilo em que acredito, que sempre iria lutar por mim. Talvez tivesses vindo para me mostrar alguma coisa e eu nunca tinha percebido. A verdade é que não tens noção da falta que me fazes e hoje só queria poder acreditar em todas as tuas mentiras e assimila-las como verdades. Um dia disseste-me que continuavas por perto e que continuavas comigo, dia após dia. Volta 5 minutos, 5 minutos. Só te peço 5 minutos da tua vida.