quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

neverland

Hoje é véspera de Natal e estou feliz, não propriamente pelo acontecimento em si, até porque não sou religiosa e acho tudo isto um tanto ou pouco idiota, mas pelo dia propriamente dito. Apercebi-me de que há coisas que não perdi e que continuam lá, sempre que eu precise. Não preciso de muito, apenas de coisas palpáveis e minimamente estáveis. Hoje falei com a Paula ao telefone, quando ouvi a voz dela passou-me uma série de imagens pela memória: momentos, sorrisos, abraços. Quando a ouvi falar, como se estivesse aqui todos os dias e apenas me tivesse ligado a contar alguma coisa urgente, quase acreditei que nunca foi embora, que sempre esteve ali, pelo menos dentro de mim. Deu-me ainda mais saudades; deu-me imensas, mas aquele telefonema valeu-me o dia, valeu-me imensas semanas sem ela. O que me segura é a certeza de que ela sabe o que cá tem e que isso nunca vai mudar. Se há alguem que é insubstituível, esse alguem é ela e falar com ela foi a melhor prenda de natal que eu poderia ter tido. Ouvir aquele "amo-te fófinha" quase me aqueceu a alma. Depois, existem pequenas coisas que contribuem para um bom dia, como sendo: NÃO ver o "madagascar" porque o meu namorado foi até ao fim da linha do autocarro passear e chegou deveras atrasado; a figura triste da Marta de pijama no 4s; o meu queridissimo bilhete para kaiser chiefs (sim, o pai-natal não se esqueceu de mim, thank god); a mensagem do meu fru-fru; entupir-me de chocolates que a minha avó-fófinha me ofereceu e o "ó menina, merry-christmas" por parte de um guna. Para completar só faltava nevar e estar o típico frio de Dezembro.
Mas, como não se pode ter tudo, agradeço imenso a simpatia de todos.