quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

oh happy day

Em todos estes anos, nunca consegui eleger um momento que fosse totalmente perfeito; muito bons momentos, mas não perfeitos. A noite de ontem mostrou-me que eles, de facto, existem e que são eles que proporcionam a felicidade momentânea, o que, por sua vez, os torna eternos. Um exemplo disso foi a primeira hora de um novo ano: um arrastão de gente de onde sobressaíam rostos familiares; um abraço do meu fru-fru (podre de bebedo, encharcado com champagne, com um cartaz das promoções na mão, completamente anestesiado) enquanto me dizia que eu continuava a ser a melhor amiga dele; o sorriso do meu namorado dizer-me que fui a melhor coisa que lhe aconteceu; uma serie de abraços das pessoas do costume, palavras gays e crowd surf; uma restia de saudade da presença da minha melhor amiga, a pessoa mais incrivel que conheci; um olhar aparentemente ocasional, mas realmente atento, sob as pessoas que valem qualquer sacrificio enquanto se é constantemente arrastada para um ambiente de euforia. Outro dos exemplos é chegar-se morta a uma casa que não é nossa e nos deitarmos ao lado da pessoa que mais amamos na vida, como se aquilo fosse uma rotina; é adormecer de mãos dadas com essa pessoa depois de 1500 beijinhos e verdades proferidas; é acordar e olhar em volta e ver tudo o que um dia desejamos ver. Ah! Outro dos exemplos é saber que o Sonny caiu de cabeça e partiu metade do dente da frente.