domingo, 8 de fevereiro de 2009
parabeins gay
Bom, se a noite prometia, não falhou. Começa-se cedo, pelas 8h da manhã: enquanto uns dormem até à tarde, outros trabalham. A xuxaninha foi-me buscar ao gaiashops e depois fomos para o ponto de encontro habitual (4s, claro) onde já estava o Sonny, Filipe, Kenzo e Eduardo. Depois chegou o Alan, Mota e Pêlo (acho que me estou a esquecer de alguem, mas caguem nisso). Apesar do Sonny ter de 5 em 5 minutos a brilhante ideia de comer o bolo, ele resistiu. Como a Marta é uma pessoa extremamente pontual, estivemos a ver o scary movie, enquanto o Alan e o Pêlo se levantavam consecutivamente para ir matar a cede. Conclusão: beberam 6 shot's cada e o Alan às 20h já estava bebedo. É que ninguem tem a mínima noção do quão chato ele é bebedo. Aterra em qualquer lado e diz "foda-se" a cada duas palavras; põe-se a falar de futebol e dos golos do Derley; deita-se no passeio e começa a chamar filho da puta a toda a gente; canta músicas da street e diz para o deixarem descançar (isto durante 1h). Quando, finalmente, conseguimos levanta-lo, eu e o kenzo andamos quase literalmente com ele ao colo até São Bento porque o senhor não se aguentava de pé e estava sempre a reclamar. Chegamos ao metro e desata aos berros. Vá, não estava muita gente no metro, mas das duas uma: ou pensaram que ele era maluco ou então que estava quase em coma alcoolico. 3 minutos para o metro, "bom, Alan, começa-te a levantar, vem aí o metro". Dito isto, desata a vomitar (enquanto as empregadas de limpeza passavam). Entramos e vem uma das empregadas bater ao vidro e começa a reclamar pelo vomitado. Lamento. Cada um tem aquilo que merece. Ora outra viagem muito agradável ao som das cantorias do Alan e dos berros orgásmicos e dos muitos "foda-se" que ele dizia. "JANINHA!" (grita ele, comigo ao lado); "diz, Alan"; "eu amo-te" (bem, as pessoas que iam no metro não precisavam mesmo de saber disso). O Mota ficou com pena dele e disse para eu lhe responder, mas como sou muito maquiavélica, não o fiz. Lá chegamos ao restaurante, onde já estava a Joana yó da street, o Ramone, o Reinaldo com o seu chapéu altamentxi e mais duas ou três pessoas. Tá tudo. Obrigamos o bebedo a beber um café para ele não estar aos berros no restaurante. Demorou um bocado a fazer efeito, mas fez. Começou aos berros com o empregado e depois de muito ouvir da minha parte, calou-se. "ó joana, aserio, eu já estou melhor, aserio". A Joana veio-se completamente e bebeu mais receita que sei lá eu o quê. Eu só via as garrafas a chegar e a irem embora 1 minuto depois. Não faço ideia de quantas bebemos, mas foram bastantes. Depois do jantar eu, a Susana, o Kenzo, o Sonny e a Marta começamos a fazer brindes por tudo e por nada. Sonny: "um brinde à Janinha por ter aturado o Alan durante os últimos 6 meses" (é justo). Depois chegou o bolo do "parabeins gay" que já estava um tanto ou pouco danificado dado que o Pêlo lá enfiou os dedos. Depois dos do Pêlo, enfiaram-se muitos mais e de seguida a cara da Joana e do Alan. O filme acabou com toda a gente de bolo na cara. Os filhos da puta dos empregados levaram-nos o bolo, nem provei, mas aposto que estava gostoso. Gays da merda. Por esta altura, já estavamos todos muitos bonitos e bazamos do restaurante. Seguiu-se uma sessão de crowd surf altamentxi com The Sounds à mistura, o que quer dizer que eu estava electrica. Electrica e fodida porque a minha saia era uma merda e não dava pra abrir as pernas. Acompanhei a Susana ao wc e, com imensa pena minha, não chegamos a ver a pila de preto do pêlo, mas vimos a de outro gajo. Depois começou o filme. Eu e a Marta voltamos ao wc e demoramos um bocadito, vá. Enquanto isso, estavam constantemente a bater à porta, ao que eu respondi "o que é que foi, caralho?" dado que me pareceu ouvir a voz da Joana. Então começamos a falar/discutir. Quando abri a porta, estavam 6/7 gajas a olhar para mim e eu desato-me a rir e disse "LOL, pensei que era a Joana" e continuei a andar, na minha paz. Ao qual uma gaja me respondeu "Ah pensas-te? Então tem mais cuidadinho" e empurra-me. Quando me empurra a Marta vem-se e arma-se alta confusão. Empurrões para ali, socos para aculá, a Marta acaba por levar 2. Então fica muito fodida e diz que não sai dali enquanto não lhe der um. Eu não estava para me chatear, então disse para ela vir embora. Não resultou. Falei com a Susana ao telefone e, quando dou por mim, estava a Marta e a gaja a discutir e montes de gente ao lado. Fui lá ter e desatam ao soco. Numa fracção de segundo vi toda a gente a correr para ali e a tentar separa-las. Outros ficaram muito parvos a olhar e ainda haviam outros que diziam "hey, olha gajas a porrada". Há pessoas muito tristes. Lá conseguimos separa-las e ficamos com a Marta. Enquanto isto o Pêlo andava com uma vela na mão a dizer que era a Nossa Senhora e que ía curar a Marta. Entre conversas descobrimos que as gajas eram pugilistas. Wtf? Pugilistas? Temos uma pontaria incrivel. Trataram de levar a Marta embora. Estava o caus: toda a gente aos berros a oferecer porrada uns aos outros. Depois o meu querido namorado tem a brilhante ideia de ir falar com uma delas ao que leva 3 estalos e passa-se, virando-se a gaja. Quando isso acontece, vem um preto discutir com ele e, sem querer, da-me alto estalo. Que bom. O mén nem reparou que me acertou a mim. A minha cara reparou, foda-se. Depois de muito ouvir, o senhor Alan, lá bazou. Um dia depois, é definitivo: a culpa é da Joana. Seguimos para a ribeira, mais precisamente pipas. Daí não me lembro de grande coisa. Bebi 4 de absinto e fiquei um bocadinho ceguinha. Lembro-me de passar Offspring, lembro-me da vodka preta da Ni, lembro-me do DC e do Guima, lembro-me do wc do pipas, lembro-me da seca que o homem mandou quando eu pedi para passarem Offspring, lembro-me do longo percurso até a avenida e de adormecer muito muito tarde. E este é o resumo de um dia bastante estupido.