sábado, 17 de julho de 2010

marés vivas 2010

Que filha da puta de noite! São 4h29 da manhã, acabei de chegar a casa e, apesar de estar completamente morta, não pude deixar de vir relatar o 2º dia do festival Marés Vivas. Ora então, depois de inúmeras discussões, contradições, deliberações e esperas infinitas, seguimos até aos aliados para dar o bilhete à senhora dona Susana (que seria a sua prenda de aniversário). E pronto, depois de muitos beijinhos, abraços e agradecimentos, seguimos novamente até à batalha para apanhar o respectivo autocarro até ao recinto. "Olhe, por favor, qual é o autocarro para o marés?"; "É este mesmo, menina". Dito isto, entramos numa imensidão de calor humano quase interminável. Mas lá terminou. E devo dizer que acho uma vergonha o facto de ser cobrado bilhete! Uma vergonha! Tal não aconteceu no ano anterior. Quando chegamos já o recinto tinha abrido e fomos completamente bombardeados por brindes que nunca mais acabavam. Lá encontramos as "meninas dos calções muito, muito curtos" e uma fila enorme de pessoas com coreografias anormais ao som de músicas ainda mais anormais (e a coisa seguiu-se a noite toda; a meio do concerto de David Fonseca podia-se ouvir a "Who Let The Dogs Out?" a bombar). Passamos pelo palco secundário e assistimos a parte do concerto de André Indiana que tinha a mania que era rock star e até sabia umas palavras tipo "motherfucker" e "alright!" (dito de uma forma muito entusiasta e como que a estimular-nos a fazer o mesmo) e depois saiu-se com o seguinte: "Esta música chama-se Love Nations que é como quem diz I Love Cocks" (....) Passando à frente, os concertos, ao contrário do ano anterior, começaram minimamente dentro do horário estipulado. A Silent Film foi bonzinho, vá. Não conhecia muito da banda, não desiludiu, mas também não me pôs propriamente aos saltos. David Fonseca foi muito bom tendo em conta as minhas espectativas. Foi visualmente aceitável, serviu para aquecer o pessoal e básicamente, o gajo dá-lhe. E adoro quando ele atira a camera fotográfica que nem sequer é dele para o meio do público. Awesome! Segue-se Placebo. Com o à parte de que não conseguia vêr um caralho à frente, achei bastante bom. Apresentaram uma boa set list. Saliento a voz homosexual do vocalista a dizer "obrigado". Dei umas boas gargalhadas à conta disso. E devo dizer que gostei imenso da Infra-Red. Portanto, muito agradecida pelo momento que proporcionaram. E para finalizar a raínha! Claro está, a grande Peaches! E que grande Peaches! Já tinha uma certa curiosidade em relação a esta senhora há algum tempo, mas nunca pensei que fosse tão boa ao vivo. Com a confusão depois de Placebo, fui parar às grades. E não podia estar melhor dado que a Peaches subiu para a grade e, basicamente, se abriu toda à minha frente. E depois de um "Jesus walked on water, Peaches walks on you", caminhou verdadeiramente em cima do público. Qual crowd surf, qual quê? Aquilo é que é! No meio daquilo tudo, encontrei o Vinicius que estava todo fascinado com a gaja quase em cima dele. E o concerto foi do caralho do início ao fim. Nem um banho de champagne faltou. Ela, definitivamente, bate mal da cabeça e estava com a energia a 100%. Ora queria que elas abanassem as mamas, ora que eles tirassem as t-shirts. Ora com um fato, ora com outro e outro e outro (e diga-se que o guarda-roupa era deveras extenso). Aquela mulher não existe. Para que não houvesse dúvidas, já no final do concerto, apareceu com um "colar" todo pimp onde dizia "Peaches". Como se ainda existisse alguma dúvida! Saiu dizendo que tinhamos sido fantásticos e, juntamente com o resto da banda, fizeram uma vénia, agradecendo. Nós é que agradecemos! Até à próxima, Peaches!