Apesar do cansaço proveniente do trabalho, ao qual não dá para escapar, o festival não poderia ter começado de melhor forma e em melhor companhia. Como já é ritual, mochila as costas e ipod no bolso (isso e o facto de ser o 3º ano em que me esqueço do bilhete e tenho que voltar para trás), lá fomos nós (Marta, Paula e Sal). Poucos minutos depois de termos posto os pés no recinto, ouvimos a voz de Maja Ivarsson ao longe e começou uma frenética correria ao som da "No No Song". Por essa altura e dado que já passava das 22h, as primeiras fileiras já estavam lotadas. Era tal a vontade de os voltar a vêr, após aquele maravilhoso concerto em Paredes de Coura que tantas gargalhadas (e pisaduras) nos proporcionou, que o sítio pouco importava. E a banda não falhou! A maravilhosa Maja presentiou-nos com uma óptima setlist entre as quais: Living In America, Ego, Tony The Beat, Queen Of Apology (my favorite). De um lado para o outro, a rastejar no chão, aos pulos, aos berros, deram mais uma vez um concerto para recordar. Seguiu-se Wolfmother que deram outro grande concerto e foram uns senhores do início ao fim. Entre covers de Pink Floyd e Led Zeppelin, "Woman" levou o público ao rubro e levantou-se, pela primeira vez, poeira, nesta edição do Marés Vivas. Para terminar, os tão esperados Franz Ferdinand. Este seria mesmo um concerto para repetir, tendo em conta que o meu primeiro foi bastante "atribulado". Segunda fila, público excelente, espaço para dançar, boa companhia. Nada falhou, excepto um ou outro momento morto da banda. Ainda assim, músicas como "Take Me Out", "This Fire", "No You Girls", "Walk Away" e "Ulysses" foram cantadas em plenos pulmões em uníssono, enquanto se dava uso ao espaço deixado após Wolfmother. Foi provavelmente, em termos de nomes, o melhor dia do festival. Mas ainda agora começou. Agora é xixi-cama que amanhã há mais (festival e trabalhinho)!