Vou descançada da vida a ouvir música com a Marta, ainda á espera dos efeitos dos dois cafés que tinha bebido há 30 min, quando tiro os phones e ouço uma mulher a cantar quando deveriam estar a actuar os Azeitonas. "Não, não pode ser ela, não, não é" e a minha cara de pouco certeza no que estava a dizer levou a Marta a perguntar "estás a tentar convencer-te?!". Recebo a confirmação de que, realmente, era a Ebony Bones a actuar e começo a correr aos berros a dizer "ESPERA POR MIMMM! PORQUE É QUE COMEÇASTE SEM MIM?!", enquanto a Marta se mijava a rir da minha figura. Bom, o concerto foi muito pouco entusiasta. Digamos que Ebony Bones não é banda para se vêr em festival. Desejei que aquelas pessoas podessem ter tido um cheirinho daquilo que foi na Casa da Música, todos aqueles cenários, toda aquela teatralização, aqueles sons fortes, as pessoas descontraídas e divertidas que, sem dúvida, não estiveram neste festival. Foram muito poucos aqueles que se renderam ás "exigências" daquela mulher furacão e entraram numa coreografia maluca que originiou a 3ª Guerra Mundial na Casa da Música. Aqui foi quase inexistente, até eu estava desiludida com aquele público. Aconcelho toda a gente a voltar a vê-los porque são fantásticos. Azeitonas foi interessante para quem gosta, eu não sou propriamente fã, por isso passo. Billy Idol, bom... tinha uma certa curiosidade. Foi engraçado nas primeiras 3/4 músicas, depois tornou-se um pouco entediante. É certo que para a idade que têm não se pode fazer grandes exigências, fizeram o que tinham a fazer e deram o seu melhor. Nota-se que ainda se divertem a fazer o que fazem e isso é óptimo. Para mim que, pouco conheço, e estava a espera de um concertaço do grande Billy Idol, foi pouco motivante. Tenho pena, mas aproveitei o concerto dele para comer qualquer coisa e sentar-me enquanto esperava por Gogol Bordello. OH MEU DEUS! E que concerto! Tenho a dizer que estes gajos são os verdadeiros PARTY BOYS! Acho que nunca me diverti tanto num concerto e por isso, empatou Garbage. Adorei, foi saltar e dançar do início ao fim do concerto. São pessoas extremamente engraçadas e não deixam ninguem imune á sua boa-disposição e energia. Criou-se um circulo central no meio do público onde pessoas faziam mosh/dançavam/saltavam/corriam/caiam. Minutos após o início do concerto, agarro o braço da Marta e lá vamos nós! Bom, acho que já não me divertia assim há... imenso tempo! Fez-se a festa! Eugene liderou-nos naquele que foi a melhor festa cigana de sempre! Entre gargalhadas, socos, empurrões, saltos, músicas cantadas em plenos pulmões, tudo foi permitido. Lembro-me de comentar que ficava ali mais uma hora ou duas, sem me cansar e é verdade! São tão bons entertainers que ninguem se apercebeu do passar do tempo! Party Porto, como lhe chamou Eugene, acolheu os seus emigrantes de braços abertos e juntaram-se a eles, retribuindo-lhes desta forma. Acho que o sentiram de tal maneira que até eles, pareciam querer continuar a festa pela noite dentro. No encore, recuamos um pouco, para onde havia mais espaço e foi dançar até as pernas não se aguentarem mais! Recomendo a que os vejam, pelo menos uma vez na vida. Eu vou lá estar quando cá voltarem! Até á próxima, GRANDES Gogol Bordello!