quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Á minha volta vejo um conjunto de imagens paradas como que um filme estragado que quer passar. Coloquei a minha confiança em tuas mãos e fui até onde podia ir. Cheguei ao fim fazendo contagem decrescente, vendo o relógio fazer o tic-tac habitual. É tão tarde... Desperdicei o meu tempo vendo-te partir e agora não tenho nada. Apenas um amontoado de memórias guardadas em caixas que faço questão de lançar pela janela. Estou trancada a 7 chaves e nem sei onde. Não importa o quão lutamos, no último julgamento perdemos tudo. Ficamos dependentes da nossa mente, prisioneiros da nossa alma e os segredos tornam-se nos nossos piores inimigos. Apenas a nossa imagem vagueia, aqui, por detrás da janela...